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Qual a diferença entre abuso químico e dependência química

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Você já parou para se perguntar qual é a diferença entre abuso químico e dependência química? Pois é, são coisas parecidas mas completamente diferentes. O abuso não está necessariamente ligado ao hábito, em contrapartida a dependência está associada a outras questões.

Quando se trata de falar de dependência química, existem questões básicas a se compreender, todas as alterações comportamentais, psíquicas e de química cerebrais envolvidas. Tem toda uma química que se altera no organismo quando se tem a dependência.

É um conjunto de coisas que, ao longo do processo de dependência, fazem com que se instale o transtorno e por meio disto, o mesmo evolua e possa levar uma pessoa a óbito.

Já quando se tem abuso químico, não necessariamente é considerado dependente. Podemos pegar por exemplo, uma pessoa que não bebe socialmente e que ao ir em uma festa, extrapola e bebe demasiadamente. Nesta questão, houve o abuso de bebida alcoólica mas não uma questão de alcoolismo.

Com relação à área de narcóticos, podemos exemplificar pessoas que tiveram contato com narcóticos e fizeram o consumo demasiado de substâncias, mas não necessariamente têm a doença da dependência instalada.

Pessoas que são dependentes químicas, são indivíduos que sabem dos malefícios do uso da substância, mas não conseguem parar de usar. Mesmo sabendo que os prejuízos afetam todas as áreas das suas vidas, o indivíduo tem uma dependência psíquica, psicológica e química do organismo pela substância.

É como se fosse aquela famosa expressão, um “mal necessário”. Só que esse mal, leva à morte. Portanto, é importante salientar que pessoas dependentes de álcool de substâncias psicoativas tendem a ter uma necessidade de um tratamento efetivo quando se trata de cessar o comportamento de uso do narcótico ou do álcool.

Comportamentos que podem confundir, mas que são diferentes

Sendo assim tem uma distinção entre abuso químico e a dependência química justamente na questão pertinente a comportamentos que podem confundir mas que são diferentes. Temos que salientar que a dependência química é uma doença progressiva, incurável e fatal. por meio desta podemos distinguir a questão comportamental.

Quando se está na questão do abuso químico, a pessoa não tem uma rotina de uso. Ela consegue viver a vida normalmente, independente da substância estar permeando o meio ou não.

Nestes casos, pessoas que tomam porre ou que chegam até mesmo a terem overdoses de drogas, podem ter abusado demais de substâncias livre de um estado de dependência.

São em casos extremos, que normalmente algumas pessoas nunca mais põem a substância na boca. Chegam a pegar asco da mesma de se lembrarem do mal estar que passaram, por terem abusado da mesma em certa situação.

Em contrapartida, quando se tem uma situação de dependência química, a questão é mais delicada do que se imagina. O organismo já está acostumado com a substância, já moldou seus processos metabólicos e psíquicos em prol da mesma.

Conjuntamente, a substância traz alívio mental, ela traz prazer, cessa a sensação de fragilidade emocional e de problemas a serem resolvidos. Elas não resolvem, mas traz a falsa sensação. E mesmo sabendo de todos os problemas, o indivíduo ainda continua fazendo o uso do narcótico.

Existem pacientes que são dependentes agudos de drogas estimulantes como a cocaína e de drogas depressoras como a heroína e os antiansiolíticos que mesmo tendo reincidência de overdoses, prisões devido a delitos para sustentar o uso, e internações em instituições, ainda continuam fazendo o uso.

Portanto, ver alguém fritar em uma festa de vez em quando não significa que a pessoa é dependente. São comportamentos que podem confundir, mas que são diferentes. Por isso a necessidade de salientar a diferença entre abuso químico e dependência química.

Entretanto, pessoas que começam a com frequência utilizar estes comportamentos de uso, tem a necessidade de abrir um alerta de atenção. Justamente quando se trata fritar esporadicamente para com uma certa frequência, especialmente conjuntamente com o uso de bebidas alcoólicas.

Pense e repense nos seus conceitos porque vale a sua vida

Quando se tratar a diferença entre abuso químico e dependência química pense e repense nos seus conceitos porque vale a sua vida, justamente porque abusar deste processo pode custar a sua carreira, os seus recursos financeiros, a sua saúde mental e por fim a sua vida.

Muitas pessoas não têm a real noção quando são jovens de como é o consumo de substâncias químicas e principalmente outro real vilão que abre porta para o consumo de narcóticos, o álcool. Não se tem noção verdadeira de que o álcool é tão perigoso quanto a cocaína por exemplo.

Ele também te deixa na sarjeta se for sua droga de escolha, e se não for, pode por exemplo, deixar inibido o suficiente para experimentar o crack, e desta forma se apaixonar por algo que vai “sanar” todos os seus problemas.

Por isso, é importante pensar e repensar em conceitos porque vale a sua vida, seja ela agora, seja seu futuro promissor. Não se pode deixar uma substância resolver todos os seus problemas, é preciso pôr os pés no chão.

Entender que a vida é feita de batalhas diárias e que pessoas em situações de rua, em decorrência de dependência química, postergaram sua vida ao poder público.

Um problema social que cresce cada vez mais no Brasil

Por fim, agora que você já sabe qual é a diferença entre abuso químico e dependência química, e que você já pensou e repensou seus conceitos, entenda que pessoas em situação de rua são um problema social que cresce cada vez mais no Brasil.

Se as clínicas de recuperação são uma área da saúde mental que estão com filas para internação, é porque tem público para isso. E isso se deve ao crescente número de adictos dentro desse sistema.

Entretanto, muitos não têm oportunidade de pagar uma internação e ficam a espera de uma vaga em instituições, e com as taxas de recuperações baixas, já que é uma doença onde o dependente tem a chance de recair na substância, muitos acabam continuando no processo de uso, e chegando o fundo do poço, as ruas.

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Renan Regulo Ré

“Não somos responsáveis pela nossa doença, mas somos responsáveis pela nossa recuperação”

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